Estou aqui eu,
um mero professor.
Tetando ganhar a vida,
também como educador.
Pretendo subir mais um degrau,
mas é cada vez mais difícil,
faço mestrado para ganhar um grau,
nesse imenso edifício.
Tenho me deparado com bons alunos,
o que muito tem me encantado.
Mas dói o coração, ao ver aquele
que não sai do chão ou fica entocado.
Saia da toca!
E venha crescer,
deixe a sabedoria de Deus
em ti florescer.
Como instrutor técnico no Senai/SC, dando aulas de programação, o meu contato com a tecnologia é de quase 32 horas por dia.
Tenho reparado na internet as grandes iniciativas para se ensinar essa arte do século 21 que é a programação. Como a matemática e ciências eram restritas a poucos há alguns séculos atrás, a programação de computadores também ainda é restrita, mas levará menos de uma década para que seja disciplina curricular para crianças na fase de alfabetização.
Um não tão novo sistema é muitíssimo interessante, o qual eu assino embaixo! Funciona como a graduação nas artes marciais. Cada um recebe medalhas ou graus de acordo com suas próprias conquistas e vai subindo de nível a medida que vai conquistando esses graus.
Imagine que em uma sala de aula “homogenia” ou seja, todos na mesma série ou ano, reina a mais completa heterogeneidade, mas isso não tem como ser levado em consideração, a faca da avaliação é igual para todos. Avaliar de forma igual as diferenças é proporcionar igualdade?
Eu sei e entendo que isso leva às mais acaloradas discussões filosóficas, e não é esse o meu propósito.
Mas imagine que em um DOJO* existem juntos diversos níveis de alunos, todos devidamente identificados com suas faixas coloridas e graus, interagindo entre si, os mais fortes certos de sua condição, buscam o nível superior e auxiliam os mais fracos, já os mais fracos, também certos de sua condição, sem se acanharem pois conhecem a trajetória necessária para se alcançar os níveis superiores, persistem em seu caminho enquanto dão oportunidade aos mais fortes de apresentar suas novas técnicas. Isso funciona muito bem nas artes marciais há centenas de anos.
E é exatamente isso que vem acontecendo e ganhando muita força nos últimos anos, pelo menos no ensino da programação!
Também é como um grande jogo educacional, onde o estudante enfrenta seus desafios e vai se tornando cada vez mais forte, depende só de si, mas a ajuda da comunidade e sua participação são fundamentais.
Exemplos disso temos o artigo recém publicado “Tornando-se um mestre PHP“
Iniciativa que estimula a abertura de “dojos” locais para o ensino de programação à crianças: http://zen.coderdojo.com/
Ganhar medalhas e aprender a programar em diversas linguagens tais como Javascript, Ruby, PHP, CSS e HTML são propostas da Academia do código: http://www.codecademy.com/
Code.org, uma iniciativa apoiada pelas figuras mais ilustres do mundo da informática.
E para quem quer desenvolver sua própria trilha educacional, o Projeto Mozilla apóia e desenvolve o sistema de Open Badges. Seria algo como medalhas ou graus livres, assim, você pode usar toda estrutura de coleção de medalhas do Mozilla bastando apenas se concentrar no conteúdo e atividades.
Esses são poucos exemplos da maravilha educacional que está por vir!
Cabe ressaltar que o papel do educador jamais desaparecerá, é uma necessidade inerente ao ser humano ter alguém para lhe ensinar, ensino e aprendizagem são faces de uma mesma moeda, e até mesmo o dito auto-didata na verdade se apóia em obras realizadas por outras pessoas, Newton deixou isso muito bem claro quando disse que chegou às suas conclusões “apoiado em ombros de gigantes“.
Portanto educadores, animem-se! A tradição centenária das artes marciais aliada à mais nova tecnologia está trazendo um pouco de evolução aos métodos de ensino.
* DOJO – Espécie de sala de treinamento
-27.126770
-48.930767